sexta-feira, 23 de julho de 2010

Isso é o começo de "algo" que estou escrevendo, ou melhor, é o começo do começo... Tá sem sal, mas resolvi botar aqui, não sei porque... :) E tem partes muito explícitas, que DEVEM ser explícitas!

Não quero parecer a bíblia e muito menos Brás Cubas, portanto começarei minhas memórias pelo meio, pela parte que me importa, e vou explicando-a à medida que viajo pelo tempo, não há outra maneira de fazê-lo. E não por crer que sou mais importante, pelo contrário, meu respeito por Machado é imenso e justamente por isso não o farei. E em relação à bíblia? Puro desgosto.

"Por una mirada, un mundo:
por una sonrisa, un cielo:
por un beso..., yo no sé
qué te diera por un beso."
Bécquer

Preciso começar minha história com um dia específico, que antecedeu a minha primeira comunhão, o dia do retiro espiritual... Um dia excêntrico, que começou como todos os sábados que conseguia recordar, acordamos em plena madrugada, juntas, estranhamente abraçadas, algo que para nós era um gesto de irmandade, sem mais.
Acabo de notar algo, como fui rude, preciso apresentar-me... Me chamo Letícia e na época tinha 11 tenros anos. A menina com a qual acordei abraçada, minha irmã adotiva, se chama Sabrina, e era 4 anos mais velha.
De qualquer modo, tomamos banho, juntas, algo que estávamos acostumadas a fazer desde quando nasci.
Nos vestimos e ela me levou ao retirou, beijou minha testa e me desejou um bom dia.
O retiro? A parte que mais ficou marcada foram as brincadeiras e a comida. Naquela idade minha fé já se baseava no sorvete após a missa.

terça-feira, 20 de julho de 2010

O que é um revolucionário?
A quem cabe descrever o perfil de um reacionista, um homem que vai contra o sistema?
Até quando, digo, até quando nós, pobres utópicos seguiremos pensando que da noite pro dia, tomaremos conta de todas as instituições e organizações? Estatizaremos tudo, distribuiremos livremente para toda a população, até quando?
Quando entenderemos que isso não é possível? Quando entenderemos que para causar mudanças, é necessário USAR tudo que vai contra as nossas ideologias, fazer bom uso do senso comum... Fazer bom uso do NOSSO senso que nos impede de negociar, por ter crenças tão profundas.
Os outros? Os outros também tem crenças e é isso que torna toda essa transição tão difícil... Eles também querem uma mudança repentina, drástica e com a mesma convicção.
A convicção de alguém que luta com paixão, luta com paixão por algo em que acredita... E porque acredita, como todo bom ser humano, é cabeça dura, ao ponto de ser insensato e cair em discórdia.
Agora, isso é um revolucionário? Um homem que está tão convencido de seus ideais, que não está nem disposto a analisar outros?
Só me resta citar Kundera: "Revolucionário é aquele que pode revolucionar-se a si próprio"

Esse post? Resultado de uma conversa na fisioterapia com uma trotskista, que quer pegar uma arma e sair marchando... E ainda fala que assim criará uma sociedade livre, CARAJO ¬¬

Só para esclarecimento... Sou petista e utópica, com muito orgulho!

domingo, 7 de junho de 2009



alcohol brings a false smile into my face.