Isso é o começo de "algo" que estou escrevendo, ou melhor, é o começo do começo... Tá sem sal, mas resolvi botar aqui, não sei porque... :) E tem partes muito explícitas, que DEVEM ser explícitas!
Não quero parecer a bíblia e muito menos Brás Cubas, portanto começarei minhas memórias pelo meio, pela parte que me importa, e vou explicando-a à medida que viajo pelo tempo, não há outra maneira de fazê-lo. E não por crer que sou mais importante, pelo contrário, meu respeito por Machado é imenso e justamente por isso não o farei. E em relação à bíblia? Puro desgosto.
"Por una mirada, un mundo:
por una sonrisa, un cielo:
por un beso..., yo no sé
qué te diera por un beso."
Bécquer
Preciso começar minha história com um dia específico, que antecedeu a minha primeira comunhão, o dia do retiro espiritual... Um dia excêntrico, que começou como todos os sábados que conseguia recordar, acordamos em plena madrugada, juntas, estranhamente abraçadas, algo que para nós era um gesto de irmandade, sem mais.
Acabo de notar algo, como fui rude, preciso apresentar-me... Me chamo Letícia e na época tinha 11 tenros anos. A menina com a qual acordei abraçada, minha irmã adotiva, se chama Sabrina, e era 4 anos mais velha.
De qualquer modo, tomamos banho, juntas, algo que estávamos acostumadas a fazer desde quando nasci.
Nos vestimos e ela me levou ao retirou, beijou minha testa e me desejou um bom dia.
O retiro? A parte que mais ficou marcada foram as brincadeiras e a comida. Naquela idade minha fé já se baseava no sorvete após a missa.